Freeze

Ah... esse barulho. Já chega. Dói-me a cabeça. Pára, um segundo e cala-te. Não penses. Remete-te ao silêncio limita-te a ouvir. Fodasse esse barulho. Não há cá politicamentes. Cala-te. Acorda. Ouve. Sê lá verdadeiro, leal faz-te lá a vida. Pára com isso. Estou a tua espera. Não é que o silêncio seja a chave da clarividência. Mas ás vezes dá-me jeito um segundinho de ausência de som. É isso.

Até logo. Temos de ir tomar café.

Quinta

Com um beijinho para a minha alma.

Inês Laranjeira

Do fundo do meu coração obrigada. Tens o maior significado para mim. Assim laranjinhas como és. Sempre tiveste, desde as conversas no autocarro quando vinhamos do taborda. Não preciso cá que saibas cantar. Já gostava de ti antes disso, assim laranjinhas. Não preciso que volte a inês dos castings, nem que sejas o idolo de toda a gente, nem que sejas buéda yo, isso não me diz nada. Só preciso de ti assim laranjinhas e super-mulher como sempre me mostraste ser. Não se trata de um texto bonito para o caso de te teres esquecido, ou de um descargo de consciência. Trata-se do meu obrigada retratado em palavras. E é isso um obrigada por continuares a inspirar-me. Quando te leio dás voz a tudo aquilo que um dia sonhei escrever. Exclusivo e dedicado.

dorme bem. gosto muito de ti.

Ás vezes falta-me a voz

Por favor, cabe no meu abraço.

Beethoven - moonlight sonata

Xarope de arroz

(Crónicas do senhor ananás, II , querido 6 de janeiro de 2010)

É como se de repente deixasse de ser um elemento da humanidade. A minha presença não se compreende ao corpo. As expressões, nem que perdurem num breve sempre controladas, tornam-se vulgares e incapazes de me expor tal como sou. Não á Rita mas a mim, no meu mais profundo ser. Tudo o que conheço daqui, a única coisa mesmo que por frágeis instantes pertenceu a mim (no mais sincero e verdadeiro literal da palavra pertencer) e que se aproximou num único gesto desta parte peculiar do meu eu, do meu senhor ananás foi o teu sorriso. A ternura do teu sorriso. na verdade até hoje nada me fizera tão feliz como três segundos da franqueza da tua felicidade.
Obrigada

Sempre tua, Senhor ananás

As crónicas do senhor ananás

Querido 12 de Dezembro de 2009, eu escrevo ao tempo, para dar lugar ao espaço e ao sentido.


Uma questão de alma.
Sentes? Posso acampar na tua liberdade? Por uns escassos segundinhos do teu eterno tempo? Sentes? A minha escrita, a minha voz por trás dela? O meu mais secreto titubear?
O meu olhar , a minha forma preguiçosa e palerma de caminhar? Sentes o sorriso escondido do meu rosto e toda a força que perdi no seu sentido? Sentes-me?
Sinto, eu sinto. Eu sinto toda a tua alma. Afinal tudo é uma questão de alma.

Sempre tua, senhor ananás.

Não gosto de smiles.

Acho que a blogosfera tá na moda. Não sei é um palpite. Prefiro esta a outras modas, pelo ao menos é recheada, vem com texto ou com contexto depende do patrão da coisa. O problema tá na lata. Já não há lata, tudo o que não se diz, escreve-se e pronto tá resolvido. Um dia destes não se fala, dá trabalho, afinal falar dá trabalho, não há nada a dizer-se só a escrever-se pelo que parece. Não critico a evolução das coisas acho que é giro, faz parte, é mais barato, (pelo menos os custos de deslocação, consumo e engate são facilitados com a escrita, deixam de existir, aparecem coisas mais á conta e a medida coisas mais facilitadas e por ai). Critico não se falar sobre isso, sabes? Critico estar a escrever sobre isso. Mas pronto a todos os utilizadores natos quase blogodependentes deixo então, depois do discurso menos politicamente correcto, o meu obrigada por pelo menos quando escrevem, escreverem com causa e conteúdo. Boa noite.