Acto I

Que se fodam os politicamentes.
Hoje em dia já não se escreve. Hoje em dia lamenta-se ou por um amor ou uma causa perdida ou por outra merda qualquer. A escrita devia ser inspiradora e não algo previamente inspirado. Portanto estou a vestir-me de palavras para deixar as lamúrias a quem não sabe escrever.
E pronto, quatro frases e deixei de ter capital social.

É hoje que Lisboa vai abaixo.

7 meses e 25 dias, 23 horas e sete minutos.

Eu estou a morar na terra de ninguém. Não sou de lá nem daí. Queria pedir-te desculpa por ter pisado a linha tantas vezes. Por ter tentado, tantas vezes, chegar a ti.
Eu nasci com dezasseis anos e moro aqui desde essa altura. Tem-me feito bem. Tenho estado a espera que deixes de ser intocável por um momento e me venhas visitar.
Na minha terra não preciso de te dar muito de lá nem tu muito daí. Só preciso que gostes de cá estar e que te habitues que eu tento fazer o mesmo.
Eu estou a morar na terra de ninguém. Portanto está á vontade. Na minha terra não há fronteiras.

Re-definições




"Caros passageiros, lamentamos informar que a luz ao fundo do túnel considera-se temporariamente indisponivel. Obrigada."


Ter blogues é para tótós. Enchê-los de metafísica para quem não tem mais nada que fazer.
Fazê-los resultar para quem reunir as duas caracteristicas.
tá nas minhas mãos.


Pica

Ás vezes dava tudo para viver ai em cima. Dava tudo para que falasses. Para saber o que pensas. Gostava que tivesses a sorte de calhar num dia bom e que dissesses. De vez. O que tens a dizer. Gostava de saber se sei gostar do que dissesses.
Um dia gostava que fossemos um. Hoje prefiro que continuemos a ser milhões. Ao menos hoje, assim, não corro o risco de cair. porque na verdade ainda não vivo ai em cima.

Pico. Mas eu gosto. É só um mau jeito. Amanhã já passa.

um beijinho

Freeze

Ah... esse barulho. Já chega. Dói-me a cabeça. Pára, um segundo e cala-te. Não penses. Remete-te ao silêncio limita-te a ouvir. Fodasse esse barulho. Não há cá politicamentes. Cala-te. Acorda. Ouve. Sê lá verdadeiro, leal faz-te lá a vida. Pára com isso. Estou a tua espera. Não é que o silêncio seja a chave da clarividência. Mas ás vezes dá-me jeito um segundinho de ausência de som. É isso.

Até logo. Temos de ir tomar café.

Quinta

Com um beijinho para a minha alma.

Inês Laranjeira

Do fundo do meu coração obrigada. Tens o maior significado para mim. Assim laranjinhas como és. Sempre tiveste, desde as conversas no autocarro quando vinhamos do taborda. Não preciso cá que saibas cantar. Já gostava de ti antes disso, assim laranjinhas. Não preciso que volte a inês dos castings, nem que sejas o idolo de toda a gente, nem que sejas buéda yo, isso não me diz nada. Só preciso de ti assim laranjinhas e super-mulher como sempre me mostraste ser. Não se trata de um texto bonito para o caso de te teres esquecido, ou de um descargo de consciência. Trata-se do meu obrigada retratado em palavras. E é isso um obrigada por continuares a inspirar-me. Quando te leio dás voz a tudo aquilo que um dia sonhei escrever. Exclusivo e dedicado.

dorme bem. gosto muito de ti.